Segurança Digital · Fraude

Golpe do aluguel e do imóvel falso: como identificar anúncios fraudulentos e se proteger

Resposta rápida

O golpe do aluguel falso usa anúncios de imóveis que não existem ou não estão disponíveis para arrancar dinheiro antes de qualquer visita. O criminoso copia fotos de anúncios reais, alega estar no exterior e pede depósito, caução ou taxa por Pix. Antes de pagar, exija a matrícula atualizada no cartório, confirme o corretor no CRECI e visite o local. Nenhum pagamento legítimo ocorre antes da visita e do contrato.

A Decripte é uma empresa de cibersegurança que atende empresas de 1 a mais de 100.000 colaboradores. Cuida da segurança de um negócio? Comece pelo plano gratuito de Gestão de Ameaças.

Sinais de alerta

  • Preço bem abaixo do mercado para a região, usado como isca para acelerar a decisão.
  • Suposto proprietário ou corretor alega estar no exterior e não pode mostrar o imóvel pessoalmente.
  • Pedido de depósito, caução, taxa de reserva ou primeiro aluguel antes de qualquer visita.
  • Cobrança por Pix ou transferência para conta de pessoa física com nome diferente do anunciante.
  • Pressa artificial: "há outros interessados", "reserve hoje ou perde", para impedir verificação.
  • Fotos genéricas ou idênticas a outros anúncios, e recusa em fornecer matrícula ou CRECI.

Passo a passo — o que fazer

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    1. Pare qualquer novo pagamento

    Não envie mais valores, nem para "liberar", "confirmar" ou "devolver" o que já pagou. Pedidos de novos depósitos para resolver o problema fazem parte do mesmo golpe.

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    2. Acione o MED se pagou por Pix

    Contate seu banco imediatamente e solicite o Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Banco Central. Ele permite bloquear e tentar recuperar valores enviados por Pix em casos de fraude, dentro do prazo previsto.

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    3. Reúna todas as provas

    Salve o anúncio (prints com data), as conversas no WhatsApp ou e-mail, o número de telefone, os dados da conta que recebeu o dinheiro e os comprovantes de transferência.

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    4. Registre boletim de ocorrência

    Faça o B.O. na delegacia ou pela delegacia eletrônica do seu estado, classificando como estelionato. Guarde o número do registro para o banco e para denúncias.

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    5. Denuncie no Procon e na plataforma

    Registre reclamação no Procon do seu estado e em consumidor.gov.br. Denuncie o anúncio na OLX, no Facebook Marketplace ou no site onde ele apareceu, para que seja removido.

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    6. Verifique a imobiliária real

    Se usaram o nome de uma imobiliária conhecida, ligue para o telefone oficial dela (procurado no site verdadeiro, não no anúncio) e avise. A empresa pode ter a marca clonada e precisa agir.

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    7. Reporte o incidente ao CERT.br

    Páginas falsas que imitam imobiliárias podem ser reportadas ao CERT.br, que ajuda a notificar provedores para tirar o site do ar e conter o abuso de marca.

O que NÃO fazer

  • Não pague depósito, caução ou taxa de reserva antes de visitar o imóvel e assinar contrato.
  • Não transfira valores para conta de pessoa física quando negocia com uma suposta imobiliária.
  • Não confie em justificativas de "estou no exterior" para evitar a visita presencial.
  • Não clique em links de boleto ou contrato enviados por mensagem sem confirmar a origem.
  • Não decida sob pressão de prazo curto; golpistas usam urgência para impedir a verificação.

Como o golpe do aluguel falso funciona

O criminoso copia fotos, endereço e descrição de um anúncio real de aluguel ou venda e republica em plataformas como OLX, Facebook Marketplace, grupos de redes sociais ou em sites próprios montados para parecer legítimos. O preço costuma ficar abaixo do mercado, o que atrai muitos contatos rapidamente.

Quando a vítima demonstra interesse, surge a justificativa de que o proprietário mudou-se para o exterior, levou as chaves e não tem ninguém para mostrar o imóvel. Para "garantir a reserva", pede um depósito, a caução ou o primeiro aluguel por Pix ou transferência, prometendo enviar as chaves pelos Correios e o contrato por e-mail.

Em variações mais elaboradas, o golpista clona a identidade visual de uma imobiliária existente, usa um endereço de e-mail parecido com o oficial e até cria um site falso com o nome da empresa. A vítima acredita estar negociando com uma marca conhecida e baixa a guarda. Depois do pagamento, o contato some.

Como verificar antes de pagar qualquer valor

Exija a matrícula atualizada do imóvel. É o documento do Cartório de Registro de Imóveis que mostra quem é o dono e se há pendências. Você pode solicitar a certidão diretamente no cartório da região ou pelo portal Registradores (ONR) e conferir se o nome do proprietário bate com o de quem está negociando.

Confirme o registro do corretor ou da imobiliária no CRECI do seu estado. O conselho mantém consulta pública por nome ou número de inscrição; um profissional sem registro ativo é um forte sinal de alerta. Procure o telefone oficial da imobiliária no site verdadeiro e ligue para confirmar que o imóvel e a pessoa existem.

Visite o imóvel presencialmente antes de pagar. Desconfie de qualquer negociação que insista em fechar à distância. Pesquise as fotos do anúncio em buscadores de imagem para ver se aparecem em outros lugares, e nunca transfira dinheiro para conta de pessoa física quando o anunciante se apresenta como empresa.

Para empresas e imobiliárias, o mesmo golpe aparece do outro lado do balcão: criminosos clonam a marca, criam domínios parecidos e usam o nome do negócio para enganar consumidores. A Decripte ajuda a monitorar abuso de marca e páginas falsas que se passam pela sua imobiliária, com um plano gratuito e cobertura para times de 1 a mais de 100.000 colaboradores.

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O que fazer se você já pagou

Aja rápido. Se o pagamento foi por Pix, contate o banco e peça a abertura do MED, o Mecanismo Especial de Devolução do Banco Central, que pode bloquear e tentar reaver o valor enviado a um golpista dentro do prazo. Quanto antes a solicitação, maior a chance de recuperação.

Registre boletim de ocorrência por estelionato, reúna todos os comprovantes e conversas, e faça reclamação no Procon do seu estado e no consumidor.gov.br. Denuncie o anúncio na plataforma onde ele apareceu para que seja removido e evite novas vítimas. Se uma imobiliária real teve a marca usada, avise-a pelo canal oficial.

Quando o golpe vira problema da imobiliária: abuso de marca

Para a imobiliária cujo nome é clonado, o prejuízo passa de financeiro a reputacional. Sites falsos, perfis falsos em redes sociais e domínios parecidos enganam clientes que confiam na marca e, depois, culpam a empresa real pela perda. Esse é o chamado abuso de marca, ou brand abuse.

A defesa envolve monitorar continuamente menções e domínios suspeitos, reportar páginas fraudulentas a provedores e ao CERT.br para retirada do ar, e orientar clientes sobre os canais oficiais. Quanto mais cedo o site falso cai, menor o número de vítimas e o dano à reputação. A Decripte oferece monitoramento de marca e detecção de páginas falsas, com plano gratuito para começar e escala para qualquer tamanho de equipe.

Termos importantes

Matrícula do imóvel
Documento do Cartório de Registro de Imóveis que identifica o imóvel, seu proprietário atual e eventuais ônus, como hipotecas e penhoras. É a forma mais segura de confirmar quem realmente pode alugar ou vender.
CRECI
Conselho Regional de Corretores de Imóveis. Registra e fiscaliza corretores e imobiliárias; a consulta pública permite verificar se o profissional tem inscrição ativa no estado.
MED (Mecanismo Especial de Devolução)
Ferramenta do Banco Central que permite ao banco bloquear e tentar devolver valores enviados por Pix em casos de fraude ou erro, quando acionada dentro do prazo previsto nas regras do sistema.
Abuso de marca (brand abuse)
Uso indevido do nome, logotipo ou identidade de uma empresa por terceiros, em sites, domínios e perfis falsos, para enganar consumidores e prejudicar a reputação da marca legítima.

Perguntas frequentes

É normal pagar caução ou depósito antes de visitar o imóvel?

Não. Em negociações legítimas, o pagamento ocorre após a visita e a assinatura do contrato. Qualquer pedido de depósito, caução ou taxa de reserva antes de ver o imóvel é um forte indício de golpe.

Como confirmar se o anúncio é de uma imobiliária verdadeira?

Procure o telefone e o site oficiais da imobiliária por conta própria, não pelos links do anúncio, e ligue para confirmar o imóvel e o corretor. Verifique também o registro no CRECI do seu estado.

O que é a matrícula do imóvel e como consigo?

É o documento de cartório que mostra quem é o dono e se há pendências sobre o imóvel. Pode ser solicitado no Cartório de Registro de Imóveis da região ou pelo portal Registradores (ONR).

Paguei por Pix para um golpista. Dá para recuperar?

Pode dar. Contate o banco imediatamente e solicite o MED, o Mecanismo Especial de Devolução do Banco Central, que permite bloquear e tentar reaver o valor dentro do prazo. Registre também boletim de ocorrência.

Onde denuncio o anúncio e o golpe?

Denuncie o anúncio na plataforma onde ele apareceu (OLX, Facebook Marketplace, etc.), registre boletim de ocorrência por estelionato e abra reclamação no Procon do seu estado e em consumidor.gov.br.

Por que confiar só nas fotos do anúncio é arriscado?

Golpistas copiam fotos de anúncios reais. Pesquise as imagens em buscadores para ver se aparecem em outros lugares e nunca decida com base apenas em fotos: exija matrícula, CRECI e visita presencial.

Minha imobiliária teve o nome usado em um golpe. O que fazer?

Reúna evidências do site ou perfil falso, oriente clientes pelos canais oficiais e reporte a página a provedores e ao CERT.br para retirada do ar. Monitorar domínios e menções ajuda a detectar o abuso cedo.

Como a Decripte ajuda nesses casos?

A Decripte monitora abuso de marca e detecta sites e perfis falsos que se passam pela sua imobiliária, ajudando a derrubá-los antes que façam mais vítimas. Há plano gratuito e cobertura de 1 a mais de 100.000 colaboradores.

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